10 de dez de 2012

Poesia - Aqueles na multidão

Tem horas que bate uma vontade inexplicável juntamente com um espiríto "póetico" de fazer uma bela poesia, ás vezes fazemos algo que nos agrada, outrora um charme com aquele texto  que você amou, e não quer que os outros leiam. HAHA. Bom isso é de todo mundo, né? Na verdade sempre faço poemas e poesias em horas de "afobação'', jamais parei para fazer texto a lá Carlos Drummond, também nunca conseguiria. Pois bem, fiz uma poesia á um tempão atrás chamada "Aqueles  na multidão" a li inclusive para   algumas pessoas  da minha sala de aula. Olhei assim, e pensei o que estava pensando quando escrevi isso. Socorro! Mas depois a reli e lembrei do que queria transmitir, logo gostei:


Pude contar com os quatro
Para que mais?
Se pela primeira vez
Olhei o meu umbigo sem me perder
Percebi as injúrias daqueles olhos
O temor dos rostos digitais
E a frigidez dos que observam?

Cantei em óperas
Dei meus risos,
Muitos à toa
E o mundo digital era o mesmo
Os olhos rígidos permaneciam
Como um penedo

Os quatro ainda estavam alí
No meio daqueles tantos olhos sem nitidez
De cifrões e etiquetas.
Mas a ária vinha somente daqueles quatro
Como uma cantiga cheia de sabedoria
Uma regalia do desamor 
 A cantiga que ninguém escutava
A cantiga que também era minha.
  
Ainda não escutava Lana, mas já era um tanto dramático, não?haha

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